Pular para o conteúdo principal

Quebra-pedra (pedras dos rins?!)

Conhecido popularmente como quebra-pedra, erva-pombinha, quebra-pedra verdadeiro, quebra-pedra-roxo, o Phyllanthus niruri, pertencente à família Phyllanthaceae tem suas folhas usadas como diuréticas, em afecções do fígado, icterícia, cólicas renais, moléstias da bexiga, retenção urinária e como auxiliar na eliminação de ácido úrico. As raízes são também utilizadas em afecções hepáticas com icterícia e os frutos, as sementes e as folhas em diabetes, para dor nos rins, bexiga, dificuldades em urinar, pedra nos rins e como diurético. Apresenta ação antibacteriana (Staphylococcus), antiespasmódica, anticancerígena, antihepatotóxica e antioxidante.
Aponta-se que a utilização de Phyllanthus niruri promove um relaxamento dos ureteres que, aliado a uma ação analgésica, facilita a descida de cálculos renais. Haveria um aumento, portanto, da filtração glomerular da excreção de ácido úrico. Justifica-se, assim, o uso popular para pedra nos rins. O extrato de Phyllanthus niruri também normaliza os níveis altos de cálcio urinário diminuindo a formação dos cálculos em pacientes, provavelmente por interferir nos primeiros estágios de formação de pedra nos rins.
O chá de quebra-pedra é feito por infusão de 1 colher de sopa das folhas e caule da planta em 150 mL ( 1 xícara de chá). Utiliza-se uma xícara de chá desse preparo 2 a 3 vezes ao dia. Não se deve utilizar por mais de uma semana, até porque em doses acima do normal pode apresentar ação abortiva e purgativa.
Estudos mais aprofundados acerca das propriedades do quebra-pedra ainda têm de ser feitos.




Fonte:

SIQUEIRA, J.M. Centro de informações sobre medicamentos, plantas medicinais e tóxicas: Quebra pedra e suas propriedades. 2012. Disponível em: <https://ufsj.edu.br/portal2-repositorio/File/cimplamt/Edicoes 3/CIMPLAMT_ed_11.pdf>. Acesso em: 23 maio 2018.

AITA, A.M. et al. Espécies medicinais comercializadas como “quebra-pedras” em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Revista Brasileira de Farmacognosia. Brazilian Journal of Pharmacognosy. 19(2A): 471-477, Abr./Jun. 2009.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A Horta beneficiando e sendo beneficiada pela comunidade

Estimular o convívio entre as pessoas e com a natureza no ambiente urbano sob uma visão de sustentabilidade e saúde é uma boa forma de definir o objetivo da Horta. E nada mais ilustrativo do que a doação que recebemos e a que fizemos:



Rodas de chá na Horta

A Horta convida a todos para participar desses "cházinhos", em parceria com o Centro de Referência em Alimentação e Nutrição do Centro de Saúde Escola Geraldo de Paula Souza (CRNutri). Esses encontros propiciarão a degustação de chás aromáticos e terapêuticos, o compartilhamento de informações sobre plantas medicinais e um período de vivência na Horta FSP. Interessados?




Controle Biológico de Pragas: PULGÕES

Em uma horta, manter a harmonia  natural do sistema é a melhor forma de fazer o controle biológico de pragas. Existem espécies de plantas que ajudam a manter esse equilíbrio e controle natural.
Uma das pragas mais comuns nas hortas são os pulgões, pequenos insetos (cerca de 3 mm de comprimento) que se alimentam sugando a seiva das plantas e são capazes de se multiplicar com  rapidez.
Espécies como cravo de defunto, arruda, manjericão, lavanda, hortelã, entre outras com aromas fortes, ajudam a espantar os pulgões, que as detestam. Já a capuchinha atrai os pulgões para si, servindo como uma espécie de armadilha na sua horta. Essas plantas são ótimas companheiras na sua horta, contribuindo na manutenção do equilíbrio e no controle natural de infestações. Outra ótima companheira para sua horta é a joaninha, Ao contrário dos pulgões e outros insetos que se alimentam das plantas e podem ser prejudiciais para sua horta, a joaninha é uma ótima companheira para suas plantinhas. Joaninhas são…